Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2005
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*


Cúmplices, as mãos tocam tuas palavras

Falas-me de silêncios e outonos

Enquanto na penumbra dos teus dedos

Escondes vultos de lágrimas derramadas


*


Sei do frio que incendeia tua alma

Penso sentir os sons de tuas dores

Cristais que estilhaçam em meu peito


*


E embora meus braços a ti se abram

Guardas-te nas brumas da solidão

Calas tua voz, emudeces teus passos


*


E mesmo no que supunhas inexprimível

Ou no que presumias imperceptível

Encontro-te sem alardes, serena e tua

Lendo tuas cicatrizes e nuas feridas


*


Antecipo-te outro tempo, olhos sem disfarces

Que seja a mansidão colo e escudo

Nas rotas incertas e de encantos despertos


*


Deixo-me ao longe, em vigília a divisar

A aurora a acordar em busca de ti

Dourando-te a pele renascida

Ouço apenas o eco do teu vôo

Pássaro vestido com o vento da vida...



*



(Nandinha Guimarães)



publicado por Lumife às 17:17 | link do post | comentar

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